
Quando o patriarca Joseph aprende como operar uma tipografia, o império da família Bloch começa a dar seus primeiros passos. A primeira gráfica surge ainda na Rússia. O negócio da família já havia alcançado seu auge quando, em 1917, veio a revolução bolchevique que mais tarde confiscou todos os seus bens.
Chegam ao Rio de Janeiro em 1922. Recomeçam todo o trabalho com duas prensas tipográficas alemãs compradas em São Paulo. Bóris, Arnaldo e Adolpho são os irmãos Karamabloch, que herdam o ofício do pai. Os três comandam a potência gráfica reconstruída no Brasil. Por insistência de Adolpho montam a primeira revista, a Manchete, seguida por vários outros títulos, emissoras de rádio e televisão. O império edificado na rua do Russel, no Flamengo, não suportou a fragilidade das relações econômicas que o cercavam e as pressões da concorência.
Mas o livro de Arnaldo Bloch vai além do simples relato das atividades de um império da comunicação que não existiria sem a integração de uma família. A personalidade e a vida de cada Bloch envolvido, bem como suas relações por vezes turblentas, nos são reveladas com detalhes surpreendentes.